Mas hoje sei: estar ao lado de uma grávida e acompanhar a gestação de um filho é algo fascinante. Tem o resultado positivo, o primeiro ultrassom com as batidas aceleradas do coraçãozinho minúsculo, os desejos diários da mãe de chupar limão de madrugada, a primeira mexida que a mãe consegue perceber, a primeira mexida que o pai consegue perceber, a descoberta do sexo, a escolha do nome (e como é difícil), as primeiras roupinhas, os primeiros presentes, a reforma do quarto e por aí vai. Cada acontecimento com a sua magia – e não exagero quando digo “magia”.
Não tenho dúvida que ser pai é uma das experiências mais fantásticas da vida. Mas também tenho consciência do meu papel, a princípio, coadjuvante nessa história. A ligação entre mãe e bebê é bem mais estreita – e não poderia ser diferente. Cabe a mim então trabalhar nos bastidores para que nossa pequena estrela e sua mamãe tenham toda a atenção necessária.
Também aprendi nos livros e sites dedicados ao assunto que bebês recém-nascidos só exigem três coisas: mamar, dormir e que suas bundinhas fiquem sempre limpas. Por isso, cumprirei meu papel oficial, levando golfadas após as mamadas da nossa pequena, embalando seu choro para que ela pegue no sono e trocando inúmeras fraldas com a maior naturalidade. E um dia sei: quando eu menos esperar, me tornarei o pai mais feliz do mundo ao ser premiado com um encantador e babado sorriso banguela.
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